quarta-feira, 8 de junho de 2011

Antonio Palocci pede demissão e Gleisi Hoffmann é nova ministra-chefe da Casa Civil


Gleisi Hoffmann é filiada ao PT desde 1989 e cumpria primeiro mandato como senadora | Foto: Moreira Mariz/Ag.Senado
Igor Natusch
Gleisi Hoffmann (PT-PR) é a nova ministra-chefe da Casa Civil do governo de Dilma Rousseff. A senadora substitui Antonio Palocci, que se via às voltas com suspeitas de tráfico de influência, após denúncias de que teria aumentado seu patrimônio em 20 vezes no período de 4 anos. A demissão de Palocci, confirmada em nota oficial divulgada na tarde de terça-feira (7), teria sido diretamente negociada com Dilma Rousseff e assessores do Palácio do Planalto, como forma de acabar com o desgaste político e evitar uma CPI que ampliaria a tensão política em Brasília. A posse da nova ministra-chefe da Casa Civil deve ocorrer na quarta-feira (8), à tarde.
Gleisi Hoffmann tem 45 anos e cumpre seu primeiro mandato como senadora. Esposa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, concorreu sem sucesso em duas outras eleições – para senadora em 2006 e para a prefeitura de Curitiba em 2008. Foi diretora financeira da Itaipu Binacional e secretária de Gestão Pública de Londrina (PR) e de Reestruturação Administrativa de Mato Grosso do Sul. Com a entrada de Gleisi Hoffmann na Casa Civil, seu cargo no Senado será ocupado pelo primeiro suplente, o advogado Sergio de Souza (PMDB-PR).
Em breve pronunciamento na noite de hoje (7), Gleisi confirmou ter aceitado o convite da presidenta Dilma Rousseff e agradeceu a confiança dispensada pela chefe do Executivo. “Quero agradecer a ela (Dilma) a confiança que ela tem na minha capacidade de trabalho. O compromisso com a presidenta é o compromisso com o meu país”, disse a senadora, que também elogiou o antecessor, Antonio Palocci.
As acusações contra Palocci, iniciadas por matéria publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, são de que o aumento do patrimônio do ex-ministro da Economia de Lula é incompatível com o rendimento bruto anual de um mandato parlamentar, além de ter se dado durante a coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Para justificar o aumento de seu patrimônio em 20 vezes no período de quatro anos, Antonio Palocci garantiu que o lucro foi gerado por sua empresa de consultoria, a Projeto. Porém, alegou que cláusulas de sigilo o impediam de trazer à público os contratos ou mesmo os nomes de seus clientes – postura que se manteve em entrevistas concedidas ao próprio jornal e à Rede Globo, nas quais o ministro-chefe da Casa Civil não forneceu detalhes sobre o caso.

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